Por que usar 10Monkeys e como enriquecer suas aulas

Equipe de formação de professores do SmartLab conta porque plataforma de exercícios de matemática conquista as escolas e dá dicas para tornar sua aplicação cada vez mais significativa

A realização de exercícios em série é um dos recursos para a aprendizagem de matemática mais familiares aos professores e faz sentido quando proposta como parte de sequências didáticas compostas por atividades que aproximem a matemática da vida dos alunos. Este é um dos motivos que fazem o lab 10Monkeys ser uma das plataformas do SmartLab que mais cativam os professores do primeiro ciclo do ensino fundamental. A plataforma digital finlandesa oferece atividades de sistematização com elementos gamificados, como a conquista de medalhas e insígnias conforme o aluno supera os níveis de dificuldade em seu percurso de aprendizagem.

Para a pedagoga Claudia Maciel, que coordena a formação de professores do SmartLab nas escolas, outra razão para os acessos ao 10Monkeys se manterem nas alturas é que muitos professores estão se engajando pela primeira vez em suas carreiras no uso de plataformas digitais para potencializar a aprendizagem dos conteúdos curriculares.

“É um caminho natural para o professor e é recomendável também começar com os recursos mais próximos de uma linguagem já conhecida e que trabalham a sistematização de conceitos do que partir direto para os labs que tenham narrativas e elementos de jogos próprios”, explica a formadora.

Para o formador Ângelo Costa, do núcleo pedagógico e de conteúdo do SmartLab, a simplicidade da plataforma dialoga com as necessidades da escola atual. “Com ele é fácil organizar sequências didáticas, satisfazer as demandas avaliativas da escola e incentivar que os alunos se exercitem”, acrescenta.

Claudia destaca que uma das vantagens de 10Monkeys em relação aos exercícios feitos nos livros é a visualização de relatórios dos progressos por aluno e por turmas, que podem indicar a necessidade de outras atividades e estratégias didáticas ou até mesmo a possibilidade de incorporar outros labs às aulas.

“Com o tempo, a prática leva o professor a se inteirar de propostas mais diversificadas, como a da plataforma CodeMonkey, que também trabalha conceitos matemáticos do currículo, mas faz isso no contexto de um jogo desenhado para ensinar os fundamentos de uma linguagem de programação, um tema que ainda é em geral extracurricular e requer uma experiência de imersão do professor nos manuais e na plataforma para vivenciá-la antes de provar os desafios com a turma”, destaca.

7 dicas para enriquecer suas aulas com 10Monkeys

1. Aproveite os recursos de gamificação, como medalhas e selos, para estimular a capacidade de superação de cada estudante.

2. Considere incorporar alguns desafios à sequência didática de forma que as crianças trabalhem em pares.

3. Após utilizar a plataforma em sala de aula, pense em propor um jogo relacionado ao conteúdo estudado. O jogo pode ser físico ou online, como a Mancala ou a montagem de um Tangram.

4. A maioria das atividades oferecidas em 10Monkeys está de acordo com conteúdos, habilidades, competências ou objetivos do ensino de matemática das séries iniciais do ensino fundamental previstos nos Parâmetros Curriculares Nacionais e praticados nos materiais didáticos utilizados nas escolas brasileiras. Se alguns itens apresentarem grau de dificuldade mais elevado que os das atividades comumente trabalhadas nos materiais didáticos, pense nos benefícios de aprendizagem que os desafios podem representar.

5. Como é possível visualizar a quantidade de erros e acertos em cada atividade (desde que o aluno tenha completado as dez repetições dela) e como as atividades estão nomeadas pelo conteúdo, objetivo ou habilidade a se trabalhar, a avaliação fica bastante fácil. Pela quantidade de acertos e erros, é possível tomar decisões a partir da avaliação.

6. As atividades podem ser utilizadas de diferentes maneiras: ponto de partida para explicação e aprendizagem, motivação, prática e exercícios, entre outras.

7. Para responder atividades de operações que envolvem dezenas e centenas, quando são necessárias trocas e empréstimos nos cálculos pelo algoritmo usual (operações com recurso), estimule o registro escrito para armar contas.

[Colaborou a pedagoga Ligia Sanchez, professora do ensino fundamental em São Paulo]