5 TED Talks sobre a aprendizagem de ciências

Cientistas, professores e estudantes relatam projetos inspiradores para a sala de aula

Esta seleção de palestras da conferência anual TED mostra que a educação em ciências só tem a ganhar quando valoriza a imaginação, a vontade de jogar e a empatia de crianças e jovens. Assistimos aos vídeos e destacamos aqui argumentos, experiências e resultados alcançados por cientistas, professores e jovens estudantes que acreditam que a ciência é para todos. Mas não há nada melhor do que apertar o play e se deixar inspirar pelos próprios palestrantes, lembrando que a proposta de duração dos TED Talks é de palestras curtas, de até 18 minutos. Todas as apresentações a seguir têm legendas e transcrições para o português.

 

 

1. Vamos ensinar artes e ciências juntos, por Mae Jemison

A astronauta, médica e engenheira norte-americana Mae Jemison critica a cisão entre artes e ciências dos processos de ensino-aprendizagem nesta palestra realizada em 2002, mas ainda bastante atual. “A diferença entre ciências e artes não é o analítico versus o intuitivo. As duas são avatares da criatividade humana. São nossa tentativa como humanos de entendermos o universo e o mundo a nossa volta”, expõe.

A partir de sua própria experiência formativa, que a levou ao mundo da dança e à NASA, Jemison alerta que aceitar a falsa dicotomia entre as áreas dificulta o apoio a todas elas. “E=MC ao quadrado requer um salto intuitivo, e então você tem que fazer a análise depois. Einstein disse, na verdade, ‘A mais bela coisa que podemos experimentar é o mistério. É a fonte de toda arte e ciência verdadeiras’”, destaca a cientista.

 

2. Como eu ensino crianças a amarem ciências

Na linha de raciocínio de Mae Jemison, trabalhando capacidade analítica e criatividade em conjunto, o professor Cesar Harada estimula o gosto por ciências em uma escola de Hong Kong. A partir da sensibilização sobre problemas ambientais graves do presente, como a radioatividade que se espalha pelo Oceano Pacífico após o terremoto de 2011 no Japão, Harada desperta a empatia e a imaginação dos estudantes para pensar e construir possíveis soluções. “Estamos fazendo perguntas como: podemos inventar o futuro da mobilidade com energia renovável? Ou, podemos ajudar na mobilidade da população que está envelhecendo ao transformar cadeiras de rodas muito padronizadas em veículos elétricos legais?”, conta Harada nessa palestra de 2015.

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3. A ciência é para todos, inclusive crianças

As abelhas podem se adaptar por elas mesmas a novas situações usando regras e condições previamente aprendidas? O neurocientista Beau Lotto e a estudante Amy O’Toole, à época com 12 anos, contam as etapas de um experimento científico realizado com 25 colegas de classe em uma escola inglesa a partir dessa pergunta, formulada pelas próprias crianças. A experiência levou quatro meses para ser concluída e detalhada em um artigo científico. O texto, por ter não só a autoria como a voz e os desenhos das crianças, demorou dois anos até ser aprovado por uma respeitada publicação da área e destacado pela revista Science. Mais do que narrar a saga de uma boa e real investigação científica, os palestrantes mostram o que a ciência tem a ver com jogo e por que ela deve ser para todos.

 

4. Projetos “faça você mesmo” para jovens engenheiros, por Fawn Qiu

O trabalho de Fawn Qiu, da organização Make Anything, é incentivar pessoas com diferentes níveis de conhecimento em tecnologia a se interessar pela área. Neste TED Talk de 2016, ela mostra que é possível despertar o envolvimento dos estudantes apresentando a eles projetos criativos e seguindo três princípios.

O primeiro é começar de forma simples, propondo, por exemplo, que eles montem um circuito em papel. A simplicidade desfaz inclusive a barreira financeira, porque é possível completar o projeto usando apenas papel, fita de cobre, lâmpada e bateria. O segundo é apresentar um projeto que ofereça espaço para crescer, ou seja, que desafie constantemente os estudantes. Se a ideia inicial é produzir uma criatura iluminada, pode ser também, em uma segunda etapa, incluir formas para que ela interaja com o ambiente. E o terceiro é a possibilidade de personalização dos projetos com materiais baratos, como recortes de papel e tecido.

 

5. Adolescentes vencedoras do Google Science Fair contam seus projetos

Quer saber qual ingrediente para marinar o frango é o mais eficaz para reduzir a formação de substâncias cancerígenas? Se a resposta é sim, você deve assistir à apresentação de Lauren Hoge, que venceu a Google Science Fair de 2011 na categoria de 13 a 14 anos com uma pesquisa sobre o assunto. Na sequência, conheça a história de Shree Bose, que venceu o prêmio principal com uma pesquisa sobre como reverter a resistência ao principal tratamento para o câncer de ovário. Por fim, saiba como Naomi Shah, vencedora na categoria de 15 a 16 anos, começou sua pesquisa sobre qualidade do ar e pacientes com asma.

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