Ambiente colaborativo estimula o aprendizado dos alunos

 

Ambiente colaborativo estimula o aprendizado dos alunos

Instituto Noa

Aceitação do professor, apoio da gestão e compartilhamento de boas práticas são fundamentais para implementação desse novo espaço na sala de aula.

Colaborar é o ato de ajudar alguém em tarefa. Assim, um local colaborativo reúne pessoas que se ajudam no desempenho de suas atividades. Nesse sentido, espaços de coworking ganharam destaque no meio corporativo por proporcionar experiências distintas daquelas encontradas em escritórios, cujo ambiente muitas vezes não favorece a interação entre os colaboradores e tampouco promove a troca de experiências.

De acordo com Thaís Blumenthal de Moraes, gerente de novos negócios do Google for Education no Brasil, o conceito de coworking vem para trazer os benefícios dos espaços colaborativos para o processo de aprendizagem. “A sala de aula, como um local que propicia a colaboração entre os alunos, estimula o aprendizado de diversas formas. Os ganhos são inúmeros, a começar pelo desenvolvimento de habilidades que, mais pra frente, serão necessárias para atuar no mercado de trabalho”.

Ao unir diversos elementos, a proposta se destaca por promover um aprendizado mais lúdico e prático. Propicia ainda o ensino personalizado de acordo com as necessidades e interesses de cada aluno, tendência educacional que também vem conquistando cada vez mais espaço no debate sobre como tornar a educação cada vez mais atrativa.

 Para o designer Kiko Sobrino, essa nova proposta na educação tem inúmeros benefícios, que vão da permanência do aluno em sala de aula ao total envolvimento com o conteúdo. “Se o estudante se sente confortável com o espaço escolar, ele automaticamente se sente mais à vontade para estudar e aprender. É um modelo em que o aluno quer fazer parte, quer interagir com seus pares, dividir e aprender junto com eles”. Por conta desse engajamento, Sobrino defende que o ambiente de coworking faz toda a diferença para o processo de aprendizagem e torna-se um ativo de grande valia para as escolas que enxergam potencial nessa proposta. “Esses espaços promovem o espírito empreendedor dos alunos, uma exigência do mercado de trabalho que já começa a ser desenvolvido dentro da escola”.

Assim como ocorre quando falamos em ensino híbrido e inserção de novas tecnologias na educação, no espaço colaborativo, o professor deixa de ser o detentor do conhecimento e passa a ser tutor dos alunos, apontando caminhos que auxiliem na formação dos estudantes e facilitem o processo de aprendizagem. Para a gerente do Google, no coworking, os alunos caminham de formas distintas e o professor está junto para garantir que todos alcancem o mesmo objetivo.